Adormecendo: O Sol
para a margarida
Dois meses para além de uma semana,
feroz, desconcertada, de cortinas
bordadas a cansaço. Quanto demora
um corpo, uma memória? Quanto fio
leva o céu a levantar-se sobre esse
abismo terrorista e longo de que os sonhos
são feitos? Quanto resiste aquela camisola?
Quantas vezes o círculo enfeitado
com protões e matérias vulneráveis?
Quanto se alonga o riso e palavra?
Os milhões de partículas de espanto
a reclamar a vida?
Qual o tempo de tricotar a dor?
Ana Luísa Amaral. "IMAGIAS". 2002
1 comentário:
;)
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